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23 de Maio de 2022
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    MPF/MS: Índios denunciam ameaças de agressão em Coronel Sapucaia

    Ministério Público Federal
    há 11 anos

    O Ministério Público Federal (MPF) em Ponta Porã (MS) recebeu denúncia sobre supostas ameaças contra os 130 indígenas da comunidade indígena Kurussu Ambá, localizada entre os municípios de Amambai e Coronel Sapucaia, fronteira do Brasil com o Paraguai. Os índios da comunidade denunciam que pistoleiros estariam ameaçando retirá-los à força de área reivindicada por eles como tekoha (terra sagrada), dentro da fazenda Nossa Senhora Auxiliadora.

    Segundo a denúncia, em 23 de outubro um grupo de pessoas teria estacionado um veículo na entrada da propriedade e feito ameaças contra a comunidade. As ameaças, segundo os indígenas, aumentaram após o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) ter suspendido a decisão liminar de reintegração de posse em favor dos proprietários da fazenda.

    O MPF, por meio do procurador da República Luís Cláudio Senna Consentino, enviou as informações à Polícia Federal (PF) de Ponta Porã, solicitando que sejam tomadas as medidas necessárias para que se apure o ocorrido. O objetivo é facilitar a coleta de dados sobre o caso, além de conter o clima de tensão no local e evitar a ocorrência de outros incidentes.

    O primeiro passo para demarcação da terra indígena Kurussu Ambá já foi dado. O estudo antropológico das terras encontra-se em estágio avançado e tão logo finalizado será enviado para a Fundação Nacional do Índio.

    Histórico de violência - Expulsos da Aldeia de Taquaperi, no final de 2006, 50 famílias (cerca de 150 indígenas guarani-kaiowá, sendo 70 crianças e 18 bebês), acamparam na entrada da fazenda Madama, segundo eles, antigo tekoha (terra sagrada). O acampamento da comunidade Kurussú Ambá ficava as margens da na rodovia BR 163, que liga Amambaí e Coronel Sapucaia, a 394 km de Campo Grande. Na primeira tentativa de retomada, em janeiro de 2007, uma liderança indígena (Xurete Lopez) foi assassinada a tiros.

    Em junho de 2007, dois assassinatos. O líder Ortiz Lopes foi assassinado por um pistoleiro na presença da mulher e das duas filhas. Em ambos os casos ninguém foi preso.

    Em outubro de 2009, os indígenas ocuparam o território reivindicado, que fica dentro da fazenda Maria Auxiliadora. Eles se abrigaram em um pequeno pedaço de mata, onde estão até hoje.

    Assessoria de Comunicação Social

    Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

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