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27 de Novembro de 2020
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    Missão oficial do MPF reforça cooperação internacional com a República Dominicana

    Secretário de cooperação internacional adjunto se encontrou com o PGR daquele país e participou de conferência em universidade

    Ministério Público Federal
    há 4 anos

    Em missão oficial à República Dominicana, o secretário de cooperação internacional adjunto, procurador da República Carlos Bruno Ferreira da Silva, se reuniu com o procurador-geral da República daquele país, Jean Rodriguez, em 22 de março. No encontro, eles revisaram a colaboração entre os dois países nas investigações envolvendo a Odebrecht. Carlos Bruno também participou de conferência na Universidade Autônoma de Santo Domingo (UASD), organizada pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Políticas.

    Durante a reunião com o procurador-geral da República da República Dominicana, o secretário de cooperação internacional adjunto manifestou confiança na investigação dominicana e afirmou que as autoridades do Brasil aguardam o mês de junho, quando acaba o sigilo estabelecido no acordo de colaboração premiada firmado com a Odebrecht, para entregar as informações solicitadas em pedidos de cooperação internacional, caso não haja acordo homologado com a empresa no país caribenho antes dessa data. Rodríguez afirmou que a colaboração internacional é importante para submeter os envolvidos à Justiça. Os membros do Ministério Público aproveitaram o encontro para falar também de outros pedidos de cooperação relevantes para ambos países.

    Na conferência aos universitários, Carlos Bruno falou sobre o tema Lava Jato e Crime Organizado Transnacional. Trata-se de um dos maiores escândalos de corrupção do mundo, envolvendo 14 países. Ele explicou como o esquema funcionava e destacou que 60% dos valores desviados pelas operações fraudulentas eram destinados aos políticos. Além disso, cerca de 14% iam para os diretores das empresas do governo e 6% para os agentes intermediários que coordenavam a operação. Muitos dados financeiros fundamentais para o sucesso da operação foram obtidos a partir dos pedidos de cooperação internacional firmados com outros países.

    Carlos Bruno explicou que, por sua experiência no Brasil, entende que “a corrupção não é própria de um partido ou de uma empresa específica, mas é um mal que corrói todos os setores da vida de um país a partir do conluio criminoso entre agentes públicos e o setor privado". Segundo ele, a população civil deve assumir o controle e exigir dos políticos seriedade no manejo da coisa pública. O secretário advertiu que é necessário condenar com prisão aqueles que usaram sua posição na administração pública para proveito pessoal. E argumentou que o dinheiro desviado pela corrupção deve ser devolvido aos países de origem, para melhorar a qualidade de vida da população.

    O procurador disse ainda que o caso Lava Jato já tem mais de 100 pessoas condenadas em penas que variam de 10 a 15 anos de prisão, com a realização de mais de 150 acordos de colaboração premiada." Com a Lava Jato recuperamos quase 20 vezes mais que todo o dinheiro já recuperado dos países em outros casos ", afirmou. Conforme sustentou, o dinheiro recuperado no caso da Lava Jato que pertence à Petrobras é devolvido para a estatal e parte dos recursos foram usados para pagar salários atrasados dos funcionários do estado do Rio de Janeiro.

    O Secretário de Cooperação Internacional adjunto ainda aproveitou a estada de 2 dias na República Dominicana para falar com diversos órgãos da imprensa local, explicando as razões de sucesso do combate à corrupção no Brasil e o estímulo da Procuradoria Geral da República à cooperação jurídica entre países, notadamente na formação de Equipes Conjuntas de Investigação binacionais.









    Assessoria de Comunicação Estratégica do PGR
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